Páscoa, entre o chocolate e a transição vitivinícola
Atualizado: há 2 dias

Videiras de Gamay no mês de abril
O Tempo das Metamorfoses: a primavera na adega
No silêncio das vinhas do Beaujolais, um ciclo chega ao fim.Se a Páscoa marca tradicionalmente o despertar da natureza, corresponde também a uma etapa decisiva para o viticultor: os vinhos ditos «primeurs» vão gradualmente perdendo o seu lugar em favor das cuvées de guarda da colheita de 2025, que tiveram todo o inverno para se desenvolver e cujas primeiras engarrafagens começam agora.
A Escolha das Leveduras: Por que Razão o Vinho Muda
A passagem do vinho novo para as cuvées de guarda não depende apenas do calendário. Parte desta evolução assenta em fenómenos biológicos invisíveis a olho nu, nomeadamente relacionados com as leveduras.
O efémero do outono: O Beaujolais Nouveau é um vinho rápido. A sua produção baseia-se na ação das leveduras — microrganismos naturais que transformam o açúcar das uvas em álcool — para revelar rapidamente aromas muito frutados, como banana ou rebuçado 😏. O resultado: um vinho leve, imediato, feito para ser bebido jovem.
A estrutura da primavera: Pelo contrário, as cuvées de guarda levam o seu tempo. As mesmas leveduras trabalham mais lentamente, dando ao vinho tempo para estabilizar e ganhar elegância durante o inverno. A fruta torna-se mais nítida, a textura mais equilibrada e o vinho ganha harmonia. Passamos assim de um vinho do momento para um vinho de degustação.
2025: Uma Colheita de Paciência
As primeiras provas em barrica deixam entrever uma tendência: a colheita de 2025 parece apresentar uma acidez equilibrada e uma matéria mais densa do que a sua antecessora.Se o vinho n





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